Olhando para nossa Criança Interna

   Todo ser humano tem dois aspectos em sua personalidade que são fundamentais em qualquer processo de psicoterapia ou de desenvolvimento pessoal: o Adulto e a Criança. Quando estes dois aspectos estão integrados, sentimos paz, alegria, espontaneidade e totalidade.

   Porém, quando não estão conectadas por terem sido feridas ou abandonadas, a sensação é de conflito, vazio, insegurança e solidão.

  As pessoas que não foram valorizadas e amadas quando crianças normalmente sentem muita dificuldade em entrar em contato com a chamada “criança interior”, pois quando os pais rejeitam a criança, fazem-na sentir vergonha de ser o que é. A dor deste abandono é tão insuportável que o Adulto se desliga da Criança, para não sentir novamente essa dor. Porém, acabam levando isso para seus relacionamentos através de ciúmes doentio, medo desesperador de perder o parceiro, muitas vezes se sujeitando a relacionamentos ruins só para não ser abandonado novamente, entre outros casos.

   Meu objetivo neste artigo é informar aos leitores – e quem sabe encorajá-los - a olhar para sua criança interna, que pode estar ferida e/ou abandonada. Dessa forma, é possível nos tornarmos inteiros de fato. A Terapia Sistêmica Fenomenológica e a Musicoterapia são abordagens muito eficazes neste tipo de processo.

   O fato é que não há nada que você não possa fazer por você mesmo que alguém não tenha feito, ou seja, cabe ao Adulto refazer de maneira amorosa as necessidades não satisfeitas de sua Criança, de curar as antigas feridas e substituir as falsas crenças criadas na infância pela verdade. E isso só é possível se o Adulto quiser se responsabilizar e abandonar a comodidade de culpar os pais – ou a ausência deles – nas suas dificuldades.

   Todas as pessoas carregam questões inconscientes que não foram resolvidas – inclusive nossos pais - afinal, é difícil alguém ter tido uma “infância perfeita”.

 

  O adulto com a Criança Interior Abandonada tem sempre medo de estar errado e é perfeccionista. Pode perder toda sua espontaneidade, criatividade, possibilidade de raciocínio rápido e utiliza vícios para preencher este vazio: drogas, bebida, compulsão por comida, sexo, compras, entre outros. Tem tendência a ter transtornos de ansiedade.

   O adulto com a Criança Ferida também sente um grande vazio e se lamenta pela perda do verdadeiro EU, ou seja, nunca é o que realmente é, vive representando e perde o contato com seus verdadeiros sentimentos, carências e desejos. Pode viver tenso e com a aparência de ser frio, insensível e rígido. Tendência a depressão e agressividade.

  O adulto com a Criança Interior Integrada e cuidada por ele mesmo consegue resgatar a sua espontaneidade, autenticidade e tem coragem de se arriscar em todas as situações da vida. Respeita seus sentimentos e busca prazer nas coisas saudáveis: amar, brincar, praticar um esporte, cantar, fazer parte de um grupo de fotografia, teatro, entre outros, além de confiar em seu poder de decisão e intuição.É o verdadeiro encontro consigo mesmo!

 

“Eu vivo a vida cantando, hi lili, hi lili hilo! Por isso sempre contente estou, o que passou, passou!” - versão em portugês da música do filme "Lili" de Leslie Caron - 1953.

                                                                                                                                                (Roberta Barsotti)

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